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Como ler a paisagem em volta de um ponto, raio a raio

Um clique no mapa e o Naturametrics desenha cinco círculos, busca quarenta anos de MapBiomas, estima a idade da vegetação, conta os fragmentos, mede a biomassa e mostra o que o IBAMA já registrou por perto. Aqui, um conglomerado de verdade do Inventário Florestal Nacional é aberto na ordem do aplicativo, com a origem de cada número e os seus limites.

Buscando o ponto de exemplo no Earth Engine…

—de vegetação nativa no primeiro ano
—de vegetação nativa no último ano
—de vegetação nativa perdida desde 2008
—embargos e autos do IBAMA a até 10 km real

real calculado a partir de imagem de satélite ou de um serviço público. estimado produto de modelo, com margem de erro conhecida. ausente camada que não respondeu desta vez.

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Tudo parte de um ponto

O Naturametrics não precisa de polígono: qualquer clique no mapa do Brasil vira um ponto de estudo. A busca aceita CEP, endereço, coordenada (inclusive copiada do Google Maps) ou município, mas só posiciona o mapa — quem escolhe o ponto é o clique.

No aplicativo: caixa Buscar e um clique no mapa, ou um link direto com /?lat=…&lon=… (ou /?ifn=, para um conglomerado).

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Os pontos do Inventário Florestal Nacional

O Inventário Florestal Nacional mede árvores em campo numa grade de conglomerados espalhada pelo país. O aplicativo traz os 17.479 pontos publicados, que podem ser filtrados por região, estado, município e bioma. Ao clicar num conglomerado, valem as coordenadas publicadas dele, e não o lugar exato do clique: 40 m de diferença já respondem a outra pergunta.

No aplicativo: grupo IFN, IBAMA e dados enviados. Ao passar o mouse sobre um conglomerado aparece uma prévia do uso do solo; o clique inicia a análise. Uma chave liga a seleção de vários pontos.

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Cinco círculos em volta do ponto

Cada análise roda em cinco círculos, de 0,5 a 10 km de raio. São círculos cheios, e não anéis: o de 5 km contém o de 2 km. A pergunta é "como é a paisagem até esta distância", e por isso o raio maior sempre inclui o menor.

No aplicativo: os botões 0,5 km / 1 km / 2 km / 5 km / 10 km acima de cada gráfico. A chave buffers quadrados troca o círculo por um quadrado com lado igual ao diâmetro.

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Quarenta anos de MapBiomas num círculo

Cada coluna é um ano do MapBiomas, com os hectares do círculo em cada classe de uso. No mapa, o uso do solo do último ano recortado no círculo maior, como o aplicativo mostra logo que o ponto é escolhido.

No aplicativo: painel História de uso da terra, com a escolha do raio e a chave %; ao lado, as classes principais do último ano.

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Perto e longe contam histórias diferentes

A mesma série, agora como a fatia de cada círculo que ainda é vegetação nativa, com uma linha por raio. Quando o círculo pequeno cai antes do grande, a conversão começou perto do ponto e se espalhou; quando cai depois, veio de fora.

No aplicativo: painel História de uso da terra com a chave %, trocando o raio. Aqui o mapa mostra o primeiro ano da série.

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O pixel do ponto, sem média nenhuma

Os círculos são médias. Já o pixel de 30 m logo abaixo do ponto mostra o que o classificador viu ali, ano a ano, sem nada que suavize. É o dado mais direto e também o mais instável: um ano mal classificado aparece como uma troca que não aconteceu.

No aplicativo: a série do ponto vai em toda exportação, sempre com o aviso de que um pixel sozinho oscila.

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O que mudou desde 2008

A máscara de mudança compara a vegetação nativa de 2008, o marco do Código Florestal, com a do último ano. Em vermelho, o que era nativo e deixou de ser; em verde, o que voltou. A conta é a mesma em todos os raios.

No aplicativo: grupo Biomassa e mudança florestal, camada Mudança desde 2008.

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Há quanto tempo cada pedaço é mata

O MapBiomas Desmatamento e Vegetação Secundária registra quando cada pixel foi desmatado e quando voltou a crescer. Daí sai a idade da vegetação de hoje. A vegetação que nunca foi derrubada desde o início do registro não tem idade conhecida: só se sabe que tem pelo menos a idade da série.

Por isso o aplicativo nunca dá uma idade média: mostra a mediana da parte com data e, ao lado, quanto ficou sem data.

No aplicativo: aba Idade da vegetação, com a série do ponto e a distribuição por raio.

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Fragmentos, bordas e diversidade

A paisagem também tem forma. O aplicativo conta os fragmentos — manchas contínuas de uma mesma classe —, mede a densidade de borda e a diversidade de classes em cada raio. No mesmo círculo, mais fragmentos e mais borda indicam uma paisagem mais recortada.

No aplicativo: aba Métricas. Os fragmentos são vetorizados dentro de cada círculo, sem limite de tamanho; um fragmento cortado pela borda do círculo conta só a parte de dentro.

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Biomassa, com a incerteza à vista

A biomassa acima do solo vem do ESA CCI, em pixels de 100 m e para dez anos entre 2007 e 2022. O produto publica junto o desvio-padrão de cada pixel, e o aplicativo leva esse desvio para o gráfico: a faixa sombreada é a incerteza do próprio produto.

No aplicativo: aba Biomassa, em Mg/ha por raio.

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Dois mapas oficiais, duas respostas

O mapa de vegetação do IBGE é desenhado em polígonos na escala de 1:250.000; o MapBiomas classifica cada pixel de 30 m todo ano. Onde o desmatamento é recente, o IBGE ainda desenha floresta.

No aplicativo: aba IBGE, com a matriz por raio, e a camada do IBGE no grupo de referência.

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O que o IBAMA já registrou por perto

Áreas embargadas e autos de infração vêm direto dos serviços públicos do IBAMA, no recorte do mapa. Eles mostram que houve fiscalização, não o que aconteceu em cada pixel: um embargo pode cobrir uma área maior que o desmatamento, e a coordenada de um auto é a do registro, não necessariamente a da infração.

No aplicativo: grupo IFN, IBAMA e dados enviados, camadas Embargos e Autos de infração.

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Tudo o que aparece, numa planilha

O botão Baixar dados gera uma planilha ODS com uma aba por tabela: histórico por raio, pixel do ponto, idade, métricas, biomassa e a procedência de cada uma. Com a seleção de vários pontos, a mesma planilha cobre centenas de conglomerados de uma vez, até um bioma inteiro.

No aplicativo: botão Baixar dados, no topo, e o relatório em PDF do ponto.

naturametrics.umaterra.com.br
Carregando…real
Carregando o ponto de exemplo…

O que o Naturametrics não diz

  • Não diz por que a paisagem mudou. A série mostra quando e quanto; a causa, o responsável e a legalidade ficam fora do alcance do satélite.
  • Não mede o conglomerado em campo. As árvores medidas pelo IFN não estão aqui: o ponto é só o lugar onde o inventário mede, e a coordenada publicada é aproximada.
  • Não confunde círculo com propriedade. Um círculo de 10 km atravessa muitos imóveis, terras públicas e estradas. Para um imóvel do CAR, o Camposcope faz a mesma leitura a partir dos limites declarados.
  • Não soma círculos sobrepostos. Na seleção de vários pontos, cada conglomerado conta o próprio círculo; a soma de círculos que se cruzam não é a área da união.
  • Não enxerga detalhes menores que 30 m. O pixel do ponto é o dado mais direto e o mais instável; um ano isolado, diferente dos vizinhos, costuma ser erro de classificação.

Abrir este ponto no Naturametrics → Naturametrics Canadá

Outros exemplos: São Félix do Xingu (PA), Amazônia · Água Boa (MT), Cerrado · Cáceres (MT), Pantanal · Colniza (MT), o exemplo desta página. Para ler outro ponto, troque o conglomerado (?ifn=) ou passe uma coordenada (?lat=…&lon=…). Os números vêm dos mesmos serviços do aplicativo: o exemplo desta página fica guardado com ela, e qualquer outro ponto é calculado na hora. English version, on a point in Kelowna (Canada).

Notas

  1. Das três ferramentas da UmaTerra, o Naturametrics é a única em que o limite não existe antes da análise: é o analista quem o constrói, ao clicar e escolher um raio. Por isso o resultado depende da vizinhança escolhida, e o aplicativo deixa essa escolha à vista em vez de fixá-la. Biondo et al., Registry, coordinate, cadastre (manuscrito em preparação, 2026).
  2. O catálogo tem 17.495 conglomerados, dos quais 16 sem geometria; ficam 17.479 utilizáveis. Cada um é tratado como uma unidade própria, sem agregação prévia. O filtro por bioma lê um asset preparado com antecedência: os contornos dos três maiores biomas, na escala de 1:250.000, são longos demais para o filtro do Earth Engine, que falhava em silêncio. Biondo et al., Registry, coordinate, cadastre (manuscrito em preparação, 2026).
  3. Os círculos são cumulativos — o de 10 km contém o de 0,5 km —, então os valores de raios vizinhos não são independentes. Quem quiser diferenças diretas pode trocar para anéis separados no próprio aplicativo. Biondo et al., Registry, coordinate, cadastre (manuscrito em preparação, 2026).
  4. A regra está nas premissas do aplicativo: uma "idade média da floresta" que conta silenciosamente uma mata centenária como se tivesse 40 anos é exatamente o erro que essa restrição existe para impedir. A idade é sempre mostrada com a parcela censurada. Biondo et al., Registry, coordinate, cadastre (manuscrito em preparação, 2026).
  5. Exportar algumas centenas de conglomerados gera centenas de milhares de linhas. A biblioteca anterior levava 42 s para 60 mil linhas; o gravador próprio do aplicativo escreve 600 mil linhas em 3,9 s, num arquivo de 14 MB, e se recusa a passar de 2²⁰ linhas por aba, o limite em que LibreOffice e Excel cortam o resto sem avisar. Biondo et al., Registry, coordinate, cadastre (manuscrito em preparação, 2026).

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